sábado, 19 de novembro de 2011

Ela Nem Sabia

Eu contei estrelas enquanto ela dormia
Ela nem sabia...
Eu contei histórias enquanto ela sonhava
Ela nem ouvia...
Eu cobri teu frio com um amor dentro de mim
Ela nem sentia...
Eu espantei o medo com uma felicidade sem fim
Ela já nem sorria...
Então, num piscar dos olhos meus
Os dela se abriram
Eles brilhavam, acordavam
Tão lindos, tão belos, tão seus
Contei aos teus ouvidos tudo que eu fiz
Ela sorriu, e me disse estar tão mais feliz
Que não sabia agradecer tudo que eu fiz
Que o meu amor foi o que ela sempre quis
Mas, ela sempre foi a mais bela flor no meu jardim
Sempre foi o amor que um dia eu quis pra mim
Ela era o resumo de tudo que o meu coração sentia
Ela nem sabia... Até aquele dia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Acredita Em Mim

Se eu disser que não choro, vou mentir
Se eu contar que tanto faz, vou me iludir
Se eu mostrar o que sinto, acredita em mim?
É você e mais ninguém
O amor que eu sonhei ir mais além
É seu tudo que eu dei
A cada verso que rimar
A cada música que cantar
Com seu sorriso eu sonhei
Não preciso mentir
Não quero te iludir
Meu amor é esse, acredita em mim.

sábado, 22 de outubro de 2011

Biografia a Dois

Ele gostava dos filmes de romance, às vezes até um pouco de ação. Escrevia sobre amor e saudade, como quem ama e sente falta do ser amado. Falava pouco sobre muito e muito sobre pouco; falava como poucos.
Nos teus rodeios tinham sempre o nome dela, declamado com uma beleza tão grande quanto a entrada da mais linda primavera. Sim, ela tinha nome: Ela...
Era donzela no reino encantado dos teus sonhos; no acorde dos teus cantos; no encanto dos teus olhos...
Ele era assim, tão diferente dos que o cercavam, mas tão comum quanto o resto do mundo.
Ela era assim, tão singular na multidão, que nem mesmo o mais cego a deixaria de avistar.
Eles eram tão opostos, trilhando o mesmo caminho e escrevendo o mesmo destino.
Ele acreditava no ‘’pra sempre’’; confiava no ‘’eu te amo’’ e amava por amor, sem pensar.
Ela aceitava a vida como é; não se arrependia de fazer o que fosse; mas não tinha um grande amor.
Então, um dia ele ofereceu a ela o lado esquerdo do teu peito, a chave para o seu cofre cheio de segredos. Ele ofereceu todo o seu amor...
Ela sorriu enfim, brilhou os olhos e disse ‘’sim’’, com um silêncio repleto de emoção.
Ele sorriu também, mas, ao contrário, disse ‘’obrigado’’ e chorou. Ele descobriu que nela havia o que faltava nele.
Ele passou noites tentando entender o que acontecera aos dois, assim, pegos de surpresa. Não conseguiu...
Escreveu, cantou, desenhou, mas nada demonstrava com exatidão a felicidade ao lado dela. Ele entendeu...
Descobriu que ele era assim, um sonhador; quem buscava uma metade tão igual quanto ele mesmo.
Entendeu que ela era assim, sua metade; quem acreditava no oposto dele, tão diferente dela mesma.
Ele gostava de filmes de ação, ela de todo o seu romance.
Ele gostava de ficção, ela de toda a sua verdade.
Eles não sabiam, mas eram feitos um para o outro.