Um dia eu conheci uma mulher que, querendo ou não, me desvendou por inteiro, me desarmou e desmontou meus segredos.
Ela descobriu meu jeito às vezes complicado de dizer o simples, minha lista de músicas favoritas, tudo que eu gosto de fazer com ela ou sozinho. Ela diz ter se encontrado em mim.
Mas eu também despi a alma e o coração dela com o tempo e com todo esse meu jeito nem sempre sensato. Eu descobri o sorriso dela ao acordar e o jeito suave de fechar os olhos antes de dormir; suas séries favoritas e aquelas que só fazem sentido vendo juntos.
E nos dias que se passavam eu fui descobrindo muito além...
Fui revelando nela os sonhos que ela guardava pra si por medo de sonhar sozinha; os planos do canto dela, de uma filha, aquela com o sorriso dela e os meus olhos; o casamento com a nossa música; os dias com os nossos erros e acertos diários.
Eu revelei pra ela que meus sonhos eram os mesmos; que tudo em mim também floresce nela.
E apesar de parecer tão imenso, cabe em mim o mundo que ela me deu; o desejo de dividir esse mundo com a verdade e a grandeza dela.
Um dia eu conheci uma mulher assim, que aos poucos me apresentou o melhor de mim.
E hoje eu continuo a conhecendo e reconhencendo. E vou seguir assim, em cada esquina que os meus olhos encontrarem os dela; em casa abraço que os meus braços acolherem os dela.
Porque não há sensação melhor, não há.
O amor dela me salva desde aquele dia, e por isso vou viver para amar e salvar os teus sonhos, todos os dias.