quarta-feira, 25 de março de 2009

Os Lados Opostos de Uma Mesma Moeda

Se errar é humano, por que ao errarmos nos tratam como pessoas de outro mundo?

Errei, e errei por um erro meu, não pela minha incapacidade de lhes amar. Então não tentem entender meus tropeços, não julguem os meus conceitos; não pensem que a forma como vocês vivem as suas vidas deva se enquadrar na minha, pois as adversidades que eu enfrento não são melhores ou piores que as suas, apenas diferentes.

Ao cavar meu próprio buraco ''ninguém'' perguntou se eu precisaria de corda pra subir, apenas perguntaram se eu gostaria de mais um "empurrão'' (pra quem não entende, me refiro às suposições feitas sobre as coisas que fiz, sem que houvesse uma procura por respostas ou motivos meus).

Eu não ''pago'' de bom moço, nem de bom samaritano, mas as coisas que faço (boas ou ruins) não são julgáveis por ninguém que seja, apenas por Deus. Somos todos pecadores, errantes sem conserto, humanos com defeitos; e se os meus defeitos te cansam, pense se os seus não me causam o mesmo, e ao questionar por que eu ainda continuo ao seu lado entenderá o que significa amar acima de tudo.

Os poucos e bons amantes que ouviram a MINHA versão de um problema MEU concordam que eu não necessitava de nada do que fiz, mas permaneceram ao meu lado, afinal, amigos são pra ajudar você a se levantar e seguir o caminho certo, e não pra virar as costas e dizer 'cansei', e a esses raros e verdadeiros eu agradeço.

Se uma verdade minha lhes interessa, aí vai: ''Dentre seus erros e acertos, defeitos e qualidades, desvios de conduta ou não, jamais virei as costas ou senti pena de nenhum de vocês. Nunca me fiz melhor ou pior, mas deixava claro de que eu era diferente como qualquer um, e na diferença pessoal de vocês eu busquei o melhor possível. Esse melhor eu priorizo em qualquer situação, sempre, e por isso minhas desculpas eu ofereci. Aos que aceitaram e continuaram comigo, obrigado de coração. E aos que não aceitam, ou não quiseram ouvir, obrigado também, pois convivemos momentos inesquecíveis (infinitamente maiores que os esquecíveis), que pra sempre eu vou guardar comigo.''

Novamente pergunto: 'Se errar é humano, por que ao errarmos nos tratam como pessoas de outro mundo?'

Respondo: ''É mais fácil e confortável julgar, criticar, e condenar os erros de alguém, semelhantes aos nossos ou não, do que olhar para própria vida e descobrir que não somo tão inocentes assim. Quando descobrirmos que não existe certo ou errado, apenas pontos de vistas diferentes, talvez possamos ouvir antes de pensar, e muito antes de falar, pois as suas ''verdades'' não valem mais que o meu caráter, e vice-versa.''

(Aldenir da Silva Ferreira)