sexta-feira, 19 de março de 2010

Soneto do Terceiro Mundo

Passam carros
Buzinas, sinais, tráfego
Tanta gente
Homens e mulheres olhando só pra frente

Correm as horas
Prédios, parques, escolas
Falta tempo
Que pressa, todos correndo

Se chover é rua cheia
Novas pinturas disfarçam a velha sujeira
A história continua, é sempre a mesma

Sobram barracos, muitos choram calados
O capitalismo selvagem encobre a pobreza
E querem a copa enquanto o copo enche de tristeza?