segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Manhã de Primavera

Longe, no amanhecer da primavera eu recordei
Lembranças de um grande amor são impossíveis de apagar
Aquele último sorriso teu que dentro de mim guardei
A flor do outono partindo e o seu amor a me encontrar

Sol, despertam as novas e frágeis flores
Tão delicadas quanto a beleza que há em ti
Dando vida ao que antes já não tinha cores
Devolvendo à vida o que não deixarei partir

Por isso declamo a essência deste amor em verso e prosa
Para que sinta a verdade escondida a fundo no meu coração
O desabrochar de um sentimento na pureza de uma rosa
Para ler nas entre-pétalas da saudade a minha tradução

Pois eu só lhe deixo à mostra o que os teus olhos podem ver
E disfarçar não traduz o meu desejo em te esquecer