segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Teatro da Vida

Então se é para encenar abram as cortinas
Deixem as lágrimas e aplausos para o fim do drama
Digo que não te amo e você diz que não me quer
Será que assim a gente chega onde quiser?
Agora tanto faz, o teatro já começou meu bem
A gente se faz de forte e pensa enganar alguém
Diz levar a vida em frente, cansar da dor e esquecer o que passou
Mas depois deita na cama e percebe que desse jeito nunca amou
Sente a falta de um abraço agora ausente, perdido em outros braços
Seca as lágrimas de uma saudade presente na falta daqueles passos
A noite veio, mas passou, o show continua e as cortinas não podem se fechar
Abrindo os olhos no clarão do dia vemos a mentira na qual tentamos acreditar
No orgulho de se mostrar valente não percebemos que haverá sempre um perdedor
E não serão dois corações ou algo assim, mas o fim daquilo que chamamos de amor
É dessa moral da história que eu quero me proteger e fugir
Vou encenar minhas falas, improvisar minhas cenas e escrever meu fim
Desse jeito vou viajando o mundo com uma turnê que você já conhece
De cenários, bastidores e erros de gravações que você não esquece
Assim, um dia vai me encontrar em algum palco da vida, por aí
Vai reconhecer o meu talento teatral e de pé me aplaudir
Sabe muito bem que somos dois atores para o mundo ver e acreditar
Mas frente à frente somos dois amantes que drama nenhum vai separar
Somos aquele último capítulo que é inevitável, demora, mas vai chegar